A não noticía
Quis hoje o destino, dia em que se comemora a libertação de Portugal da opressão do regime totalitarista, fascista, centralista e castrador de Oliveira Salazar, dar-nos mais uma prova evidente de como ainda povoam actualmente na sociedade Portuguesa, passados que estão mais de 30 anos da revolução, resquicios de quem ainda não se adaptou aos tempos da liberdade de pensamento, liberdade ideologica e libertação do centralismo então vigente, e um desses casos falagrantes é o pasquim A Bola e sua respectiva 1ª pagina de hoje.Não é de todo alheio o facto deste pasquim evidenciar nos tempos que correm, laivos de um proteccionismo desmedido ao poder centralista (clubes da 2ª circular, entenda-se), em razão da linha editorial de A Bola ter co-existido e pactuado, com o então regime inquisidor da 2ª Republica. Só assim se explica a 1ª pagina que o pasquim A Bola hoje apresenta.
O destaque dado (a muito custo) ao sucesso desportivo vindo do Norte tinha de ser abruptamente quebrado, não poderia de forma alguma continuar, nada mais facil do que se criar uma NÃO NOTICIA. A NÃO NOTICIA que esse mesmo pasquim, numa situação tudo identica verificada exactamente há um ano, não destacou e omitiu, deliberadamente, por a linha editorial desse jornaleco considerar que não encaixaria nos padrões de subserviência do poder centralista bacoco.
Os ventos não correm de feição para o poder centralista e para pasquim nojento que se dá pelo nome A Bola. As noticias que do Norte chegam são como facas atravessarem-se-lhes no peito. Não, não podem ser verdadeiras. Não pode ser verdade que afinal o FC Porto é uma vez mais Campeão Nacional, não pode ser verdade que afinal Pinto da Costa está ilibado dos crimes de que era acusado nesse “apito estourado”, não pode ser verdade que o Presidente da FIFA desmentiu essas informações de pressões para colocar o jogador com mais titulos no Mundo a actuar na Selecção Nacional.
Isto só pode ser um pesadelo. Não, isto é um pesadelo, um drama, uma catastrofe ou uma cabala, manietada por esses “corruptos” do Norte, que nunca ganharam nada que não fosse “comprado” ou extorquido.
Obrigado pasquim A Bola por existires, por provares a todos nós o que era viver no regime castrador e centralista do Estado Novo, por nos provares de como as linhas editoriais desses pasquins Lisboa desprezam tudo aquilo que vem do Norte, por nos provares que as vitórias do FC Porto têm sabor único, por nos provares que o povo do Norte é sem qualquer duvida o povo mais forte!





